Não vendemos um e-commerce, ele é apenas uma das vertentes que podemos explorar neste conceito.
 
Seus fundamentos estão baseados em segurança, criptografia, moedas e pagamentos eletrônicos. Ele ainda envolve pesquisa, desenvolvimento, marketing, propaganda, negociação, vendas e suporte.
Através de conexões eletrônicas com clientes, fornecedores e distribuidores, o comércio eletrônico incrementa eficientemente as comunicações de negócio, para expandir a participação no mercado e manter a viabilidade de longo prazo no ambiente de negócio.
No início, a comercialização on-line era, e ainda é, realizada com produtos como CD's, livros e demais produtos palpáveis e de características tangíveis. Contudo, com o avanço da tecnologia, surge uma nova tendência para a comercialização on-line. Começa a ser viabilizada a venda de serviços pela web, como é o caso dos pacotes turísticos, por exemplo. Muitas operadoras de turismo estão se preparando para abordar seus clientes dessa nova maneira
O significado de comércio eletrônico vem mudando ao longo dos últimos 30 anos. Originalmente, CE significava a facilitação de transações comerciais eletrônicas, usando tecnologias como Eletronic Data Interchange (EDI) e Eletronic Funds Transfer (EFT). Ambas foram introduzidas no final dos anos 70, permitindo que empresas mandassem documentos comercias como ordem de compras e contas eletronicamente. O crescimento e a aceitação de cartões de créditos, caixas eletrônicos, serviços de atendimento ao cliente (SAC) no final dos anos 80 também eram formas de CE. Apesar de a Internet ter se popularizado mundialmente em 94, somente após cinco anos os protocolos de segurança e a tecnologia DSL foram introduzidos, permitindo uma conexão contínua com a Internet. No final de 2000, várias empresas americanas e européias ofereceram seus serviços através da World Wide Web. Desde então, as pessoas começaram a associar a expressão “comércio eletrônico” com a habilidade de adquirir facilidades através da Internet, usando protocolos de segurança e serviços de pagamento eletrônico.
 
B2B - Comércio eletrônico entre empresas;
B2C - Comércio eletrônico entre empresas e consumidores;
C2C - Comércio eletrônico entre consumidores;
G2C - Comércio eletrônico entre governo e consumidores;
G2B - Comércio eletrônico entre governo e empresas.
 
  E-Commerce - Comércio varejista virtual:
2001 = faturamento de R$ 0,54 bilhão ;
2002 = faturamento de R$ 0,85 bilhão (+ 55% ref. 2001) ;
2003 = faturamento de R$ 1,18 bilhão (+ 39% ref. 2002) ;
2004 = faturamento de R$ 1,75 bilhão (+ 48% ref. 2003) ;
2005 = faturamento de R$ 2,50 bilhões (+ 43% ref. 2004) ;
2006 = faturamento de R$ 4,40 bilhões (+ 76% ref. 2005) ;
2007 = faturamento de R$ 6,40 bilhões (+ 45% ref. 2006) ;
2008 = faturamento de R$ 8,20 bilhões (+ 28% ref. 2007) ;
2009 = faturamento de R$ 10,5 bilhões (+ 25% ref. 2008) ;
 
Em 2008, a B2W, empresa líder, perdeu 5 pontos percentuais, ficando agora com um market-share abaixo de 40%. Também os dez maiores varejistas do E-Commerce nacional perderam 3,2 % de participação no mercado.
Por sua vez, os pequenos e médios empreendedores da web alcançaram aumento de 6% do total das transações realizadas em relação aos três últimos meses de 2007 e 2008.
Fonte: E-Bit e CVM - Comissão de Valores Mobiliários

Embora o grau de concentração de mercado, mostrado pelos números, ainda seja elevado, a diminuição percentual apontada é muito positiva. Tomara que esse processo continue. Isso é possível na medida em que os pequenos empreendedores passem a ocupar nichos de mercado viáveis, melhorem constantemente seus processos de negócios e ganhem cada vez mais a confiança do consumidor.
Não há nenhuma razão para que o consumidor on-line discrimine uma empresa na Internet simplesmente pelo porte do empreendimento. Aliás, exceto talvez pela maior exposição da marca, essa comparação é cada vez mais difícil de fazer quando se trata de varejo virtual, isso porque é cada vez mais fácil e barato para o pequeno empreendedor implantar uma boa solução de E-Commerce.
No próximo artigo, veremos quais são os fatores críticos de sucesso aos quais o empreendedor deve ficar atento para ter sucesso na Internet.
 
 
Segundo Cláudio Marcellini, o idealizador da Frankia Virtual, primeira empresa de franchising virtual no Brasil e única com registro de marca e patente de serviços, os números apresentados acima, e em diversos outros artigos publicados, seguem uma tendência mundial, como aconteceu com a televisão ou, mais recentemente, com o celular.
"Parece que o brasileiro parou de remar contra a maré e cedeu, rendendo-se aos inúmeros benefícios que o comércio eletrônico pode proporcionar, seja para aquele que compra e economiza tempo e dinheiro, seja para aquele que vende. Entretanto, o que me preocupa muito no Brasil é que, embora seja pouco explorado, o mercado ainda é muito mal-explorado. Ou seja, estamos abarrotados de amadores que, por terem montado um site qualquer, acham que possuem conhecimento ou estrutura suficientes para ingressar na rede e ser bem-sucedidos".
O segredo do E-Commerce para o "lojista" está cada vez mais claro. Não é o tipo de site ou ferramenta virtual que trará melhores resultados. "Também não devemos acreditar que somente bons produtos ou bons preços também farão a diferença. O segredo, o diferencial, é o conhecimento, este sim é peça fundamental para se obter bons resultados, resultados contínuos, e menos dores de cabeça com vendas malsucedidas".
A Frankia Virtual obteve bons resultados e um crescimento acima da média somente porque investiu em planejamento, em estudos de viabilidade e controle de fatores que estão fora da alçada do lojista ("frankeado"). Marcellini tem pelo menos 18 mil horas de estudo somente no mercado virtual, um livro publicado no Brasil em 2008 e editado em outros três países (EUA, Uruguai e Argentina), 318 colaboradores e 246 "frankeados". Trata-se de um negócio que já poderia ter 10 mil "lojas", mas Cláudio Marcellini optou pelo "crescimento sustentável" e personalizado. Por esta razão, não abre mais do que 7 ou 8 lojas por mês. "Selecionamos 150 candidatos em mais de 3.500 cadastrados anualmente. Desses 150, somente cerca de 80 têm o privilégio de ingressar e colher os frutos de um mercado em plena expansão", salienta Marcellini.